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ATUALIZAÇÃO 2 DE 2

FANFIC DEATH NOTE- Naomi Misora


 

INTRODUÇÃO – NAOMI MISORA

 

Naomi Misora.

 

Era uma manhã fria e chuvosa. Uma manhã em que uma aranha espreita uma vítima.

 

Naomi --- Vem cá, por que você olha tanto para o relógio? --- pergunta.

Yagami --- É porque eu sou o Kira! --- responde cinicamente o jovem, certo de sua vitória.

 

Não havia resposta mais aterradora do que esta. Não havia tempo para uma reação. A arma em sua bolsa era tudo que ela precisava para acabar com sua sede de vingança. Ela não teve tempo de alcançá-la. Bastava um grito por socorro. Ela não teve tempo para isso. Ela não teve tempo para a esperança. A maldição do Death Note, impecavelmente pontual, caíra sobre ela como uma rede de uma aranha. Tomada pelo espírito de morte, nada mais interessava. Ela caminha para a morte.

 

O jovem Yagami conversa com ela, mas ela não dá atenção às suas palavras. Naomi Misora estava indefesa. Que energia era essa que a controlava? Por que ela não podia se desvencilhar de tal sentimento, de tal força que a tragava para a morte? Ela caminhava, mas na verdade não desejava ir. Ela segurava a bolsa, quando, na verdade, desejava abri-la e sacar de um celular e dizer ao mundo que Yagami é Kira! Ela sabe que está indo rumo à morte. A pior das mortes. A morte que, em muitas crenças, leva o homem ao inferno. Mas será que o juiz do mundo dos mortos não saberia distinguir a real vontade, da vontade manipulada?  

 

Ela assiste tudo como se estivesse bêbada. Sua vontade não mais lhe pertencia. Seu corpo não lhe obedecia. Ela via uma multidão ao seu redor. Pessoas passavam e conversavam umas com as outras. Ela passava indiferente, mas em seu coração, em seu espírito, ela gritava. Ela orava para que alguém a ajudasse! Que alguém percebesse o engodo macabro no qual ela caíra. 

 

Naomi --- Parem! Ajudem-me! Por favor! --- ela tenta gritar. Nem um sussurro conseguia sair de sua boca. O máximo que o Death Note lhe confere é a liberdade de poder chorar e assistir indefesa o controle das asas da morte sobre sua pessoa.

 

Falta pouco para chegar ao destino. Falta pouco para que ela se junte ao seu marido. Mas ela não quer ir, não ainda. Muito cedo. Ela ainda consegue ouvir Ryuuku rindo.

 

Kenshin Meru ---Tem tanta gente aqui! Como vou saber? --- pergunta para si mesmo.

 

Kenshin ---Vai saber, sim! Aguarde! --- responde para si mesmo.

 

O jovem Kenshin está de jeans preto, tênis e um casaco de lã com gorro. De alta estatura, e cabelos escuros e bagunçados, ele conversa consigo mesmo, mas não é algo comum. Ele espera por algo. Ele sempre esperou por algo. Ele observa. Vê pessoas passando, felizes. Mas um olhar chama-lhe a atenção. Naomi passa por ele e ele observa os olhos vidrados, parados, em um horizonte perdido. Ele sente o Death Note e ouve o sussurro da alma da Naomi, como se não existisse mais esperança. Kenshin corre-lhe à frente e para junto a uma esquina. Ela espera passar por ele, como se fosse mais um. Mas ele não é mais um.

 



Escrito por Patrick Raymundo às 10h11
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Dica de Leitura: Death Note- Another Note!

 


Geralmente, mangás e livros estão intimamente ligados. Muitas séries se iniciam como "novels" (caso de Read or Die) e terminam como mangás ou animês. E alguns mangás são transportados para o mundo dos livros, em histórias inéditas, que complementam a narrativa dos mangás, como é o caso de Samurai X e Death Note. Será minha leitura para o próximo mês!

 

Sobre o livro: “O livro publicado originalmente em 2006, explica aos fãs da série um pouco mais sobre o passado do detetive L e sua conexão com a agente Naomi Misora. A obra também foi lançada nos Estados Unidos pela editora Viz, em 2008.


Em Death Note – Another Note: O Caso dos Assassinatos em Los Angeles, o maior detetive do mundo está de volta para desvendar uma série de mortes ocorridas em uma das maiores cidades dos Estados Unidos. O genial detetive está no encalço de um serial killer frio e calculista, que aterroriza Los Angeles com violentos assassinatos, que a polícia local se mostra incapaz de solucionar.


Para decifrar as misteriosas pistas deixadas pelo criminoso, L conta com a ajuda da agente do FBI Naomi Misora, travando um sofisticado combate intelectual com o assassino. Porém, em meio às investigações, uma estranha conexão do assassino com o próprio L vem à tona, tornando o caso ainda mais complexo e imprevisível.”

 

Minha interpretação de Death Note pode ser baseada nas imagens das deusas que representam a Justiça. Quando estudei Direito, fiquei intimamente ligado à trama de Death Note e essa ligação com as deusas. Kira e L, para mim, representam, na história do mangá, as deusas romana e grega da justiça. Explicando melhor:

 


1)    Dice, ou Diké (deusa grega), empunhava uma espada representando a imposição da justiça pela força (iudicare). Ou seja, é a representação da justiça imposta pela espada. Hiering, 2004, cita assim esta definição simbólica: “Ambas se completam e o verdadeiro estado de direito só existe onde a força, com a qual a Justiça empunha a espada, usa a mesma destreza com que maneja a balança”. Kira é isso. É a manipulação da justiça pela força. Kira é a justiça com a espada em mãos. Mas é uma justiça em que a balança, ao meu ver, está enfraquecida e baixada. Enfraquecida pela brutalidade dos atos da espada. Não é uma Dice saudável, mas uma deusa sem o devido equilíbrio entre a balança e a espada.

 


 

2)    Ferraz Júnior cita Iustitia (deusa romana) da seguinte maneira: “Apresenta-se com os olhos vendados, segurando a balança com as duas mãos, os pratos alinhados e o fiel bem no meio, às vezes sentada. Ela ficava de pé e declarava o direito (jus, significando o que a deusa diz) quando o fiel estava completamente vertical, direito (rectum), ou seja, perfeitamente reto, de cima para baixo (de+rectum)”. (FERRAZ JÚNIOR, 2003, p. 32-33). O L representa a justiça das Leis, pois deseja evitar os assassinatos e prender Kira. É a representação da lei no mangá, ou seja, é a representação de Iustitia. Mas, como Iustitia não possui uma espada, simbolicamente é como dizer que não há força para aquela decisão da balança, por isso, L acaba morto por Kira. Near, por sua vez, representa uma Dice que possui equilíbrio entre a balança e a espada, representando a devida justiça no mangá e, por isso, hábil para prender e matar Kira.

 



Escrito por Patrick Raymundo às 10h03
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